Curtas...

 

Os ecologistas
são uns tótós!
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O futuro dos parques naturais
O esforço dos ecologistas no sentido da preservação de zonas protegidas, parques, áreas naturais, etc. é meritório, mas de uma inocência atroz.
Ponhamos a seguinte questão, (baseada em factos concretos como por exemplo a cavaquista desanexação de uma grande área em Vilamoura):
Não estaremos nós a guardar "pequenos pedaços de paraíso" para que, dentro de alguns anos, os milionários e os compadres dos políticos construam as suas casas de férias?
Com o desordenamento a que se assiste em que outros sítios poderão eles construir as "mezóns" no futuro?
01-03-2000

Governantes cinzentos
Governar cinzento e sem alma é contruir a rede de gás natural. Governar inteligentemente, com garra e futuro SERIA ter aproveitado a construção da conduta, os homens, as máquinas, a engenharia... para construir em paralelo um segundo e mesmo um terceiro tubo para, (por exemplo), fazer o transvase da água excedentária a norte, para o sul carenciado. A falta de inteligência e o excesso de cinzentismo levam qualquer nação à falência.
01-03-1999

A RTP deve fechar já!
Estamos a despender milhões de contos para manter no ar uma televisão pública.
170 milhões de prejuízo. Dinheiro que não será distribuídos pelos reformados, pelos pobres, pelos hospitais!
Dezenas de "jornalistas", "pivots", "técnicos" de isto e daquilo a serem pagos regia e mensalmente para (ou) andarem a roçar o cú pelas paredes ou para "produzir" a trampa que são a quase totalidade dos programas endógenos.
Para quê quatro canais?
A publicidade existente é exígua e está a obrigar os dois canais privados a enveredarem por caminhos ínvios para sobreviver. A concorrência que lhes é feita pelos dois canais públicos é ilegítima, injusta e desigual.
Uma televisão pública que se dá ao luxo de empregar modelos, cantores, zés-ninguéns e Joãos Baiões para apresentar novos programas, quando tem prateleiras pejadas de gente sem fazer rigorosamente nada!
Para ler comunicados e notícias do Estado basta um canal, aberto duas horas por dia. Para as cagadas que nos servem, temos já os canais privados que as produzem em quantidade suficiente. Não usando para isso, directamente, o dinheiro dos contribuintes.
Que se saiba ainda existe neste país protecção social e subsídios de desemprego suficiente para prover as necessidades de toda aquela gente. Ou estes Vips da treta não podem passar privações como os restantes mortais?
Feche-se as televisões públicas já. Há por aí muitas escadas para lavar, muitas meias para coser e muitas serventias para dar a pedreiros.
20-07-2001

Cidadãos
abstencionistas activos

Por uma razão ou outra, alguns de nós (Muitos? Poucos? Quantos?) considera que o sistema político vigente não nos merece crédito. Apenas um profundo e visceral desprezo.
Contudo, o sistema defende-se menosprezando a nossa atitude de recusa consciente, considerando-nos "calões", "mentecaptos", "desinteressados" e maus cidadãos. Numa desrespeitosa atitude, os políticos escondem o verdadeiro sentido do nosso acto, (uma vez mais de forma demagógica), numa (entre muitas) tentativa desesperada de sobrevivência.
Um lugar no poleiro vale a vilania de qualquer mentira.
A organização social pretensamente democrática baseia-se na mentira. Os indivíduos lúcidos não só não tem lugar como é por todas as formas calada a sua voz. A verdade é apenas a dos "bons cidadãos eleitores" consumidores domesticados da falsa realidade que o poder dos demagogos lhes impinge.
Só há uma forma de dar sentido político ao nosso acto assumido: exigir, um dia, da Assembleia da República uma consulta nacional aberta apenas aos abstencionistas activos. Um acto eventualmente paralelo a qualquer uma das muitas eleições com que o sistema nos brinda. Com um boletim específico onde possamos inscrever "SIM SOU UM ABSTENCIONISTA ACTIVO". Para que vejamos reconhecida de uma vez por todas a nossa existência.
Não nos interessa o que depois digam acerca do nosso acto.
Não nos interessa o modo como decerto irão justificar a nossa existência.
Apenas queremos que os demagogos saibam que existimos e os desprezamos.
2-09-1999

Trabalha emigrante....
É sobejamente conhecido o peso que representa para Portugal a permanente remessa de divisas dos nossos emigrantes espalhados pelo mundo. Será preciso pensar com muita força para compreender que Portugal NÃO se pode (enquanto disso estiver dependente) dar ao luxo de criar condições sociais e económicas para que eles regressem?
Mais grave ainda, o fluxo tem de ser por qualquer forma mantido para que as remessas - pelo menos - não diminuam. Conclusão: Portugal não se pode permitir um nível de vida idêntico ao dos países de acolhimento dos nossos emigrantes. Vamos ter de nos manter sempre alguns furos abaixo.
23-08-1999

Ataque ao Iraque
Nem todos os dados estão ainda lançados. O, aparentemente inevitável, bombardeamento do Iraque por parte dos EUA não é ainda um dado adquirido.
Vejamos apenas duas hipóteses que inviabilizarão tais intenções:
1 - Dado que a tecnologia aérea americana se baseia fundamentalmente na electrónica, basta encontrar o comprimento de onda correcto, emitir o sinal a partir de todas as fontes emissoras iraquianas e toda a formidável máquina de destruição aérea americana se tornará "cega", obsoleta.
2 - Os movimentos juvenis, antiglobalização, antiamericanos, etc. deverão tentar arranjar grupos dispostos a servir de escudos humanos no Iraque. Quero ver os EUA a bombardearem zonas onde poderão estar jovens, americanos, chineses...
Um escudo humano de jovens generosos de todas as nacionalidades, não só trazia força às pretensões iraquianas no seu combate pela devolução da Palestina aos seus legítimos donos, como inviabilizaria automaticamente qualquer ataque imperial.
03-01-2003

Boicote ao pagamento de impostos?
Deixemos no ar a seguinte questão, (por agora), apenas académica:
O estado português, através dos vários partidos que ao longo dos anos vêm constituindo governos manifestamente incapazes, não consegue resolver uma questão lapidar da democracia: a justiça fiscal.
Assim sendo e dado que em todos os programas eleitorais nos é prometido a resolução do problema sem que contudo se efective qualquer solução não caberá aos cidadãos usarem da figura do boicote ao pagamento dos seus impostos até que os partidos no poder parem de defraudar as expectativas que criam?
20-03-2002

Castelo de Paiva
As forças vivas do Concelho, mais algumas das forças vivas da nação, inauguraram recentemente em Castelo de Paiva, uma majestosa estátua de bronze em honra do Anjo da Guarda.
Fico espantado. Então o Anjo da Guarda que na altura do acidente em que morreram dezenas de pessoas se esteve cagando para o seu trágico destino, que não fez nenhum milagre, que não os protegeu na queda com as suas asinhas fofas, merece uma descomunal estátua?
Mais merecia eu que me comovi com o seu destino e senti um nó na garganta quando vi as imagens na televisão.
Será que nova estátua do mesmo Anjo da Guarda (que não protegeu sob as suas asinhas fofas os novos desempregados da fábrica Clark) vai ser erigida no imenso parque de estacionamento agora vazio?
25-01-2003

Transfusões sanguíneas 100% seguras!
Idealizei um sistema de recolha que permite transfusões sanguíneas 100% seguras.
Um sistema de medicina transfusional capaz de eliminar totalmente o risco de eventuais contágios de hepatite B, VIH1, VIH2, etc. e que, a médio prazo, dispensará totalmente o uso de plasmas exógenos.
De tal, dei conhecimento à ex-Ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, e a Almeida Gonçalves presidente do Instituto Português de Sangue. Ambos me responderam mostrando interesse em conhecer a respectiva memória descritiva. Contudo, quando lhes dei a conhecer a necessidade de um contrato que salvaguardasse eventuais direitos autorais, ambos, (após lerem a minuta prévia com as minhas condições)... nunca mais responderam!
Enfim, é este o país que temos.
Onde se fala de um organismo
muito debilitado

O sistema actualmente generalizado de colheita por dadores homólogos está universalmente desacreditado devido sobretudo ao facto, e inerentes consequências, do paciente receptor desconhecer as origens do sangue que lhe estão a introduzir no corpo.
Por maiores cuidados, testes e filtragens a que o mesmo tenha sido sujeito todos sabemos as limitações do conhecimento humano; as novas descobertas servem antes de mais para isso mesmo, para nos alertar de que antes, não se sabia tudo.
O sangue é uma substância rara e complexa mas sobretudo, porque sinónimo de vida, plena de mistérios e mundos desconhecidos.
Ouvimos, em tempos, um recém-operado comentar a transfusão a que se submetera:
" Fiquei aterrorizada com o facto de receber sangue de desconhecidos. Sei lá donde aquilo veio. Na altura consolei-me com o seguinte pensamento: entre morrer na sala de operações por falta de sangue, qualquer que ele fosse, ou daí a dois anos infectado com Sida, antes ficar por cá mais uns tempos. Pode até ser que nem seja nada..."
Mais ou menos generalizado, o que está na génese deste raciocínio é inqualificável.
Os pacientes não podem jogar a lotaria do azar.
As causas da principal falha do sistema prendem-se com as prementes necessidades - cada vez maiores - de colheita de sangue. A escassez leva a que, o que devia ser um acto criterioso de selecção - a escolha de dadores qualificados -, seja cada vez mais um acto duvidoso. E nem sequer estamos a falar concretamente de Portugal, mas de casos mais ou menos verídicos da "compra" de sangue por intermediários do sistema em zonas de miséria absoluta e saúde duvidosa que passa pelas favelas, ghetos e bairros degradados de todo o mundo.

10-10-1997

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"Je suis coupable de guerre quand j'exerce mon intelligence au détriment de mes frères humains.
Je suis coupable de guerre quand je dénature les opinions d'autrui qui différent des miennes.
Je suis coupable de guerre quand je fais preuve d'indifférence à l'égard des droits et des biens d'autrui.
Je suis coupable de guerre quand je convoite ce qu'un autre a honnêtement acquis.
Je suis coupable de guerre quand j'imagine que ma race et moi-même devons être privilégiés par rapport aux autres.
Je suis coupable de guerre quand je crois qu'un héritage me donne le droit de monopoliser les ressources de la nature.
Je suis coupable de guerre quand je crois que les autres doivent penser et vivre comme je le fais.
Je suis coupable de guerre quand je rends le succès dans la vie tributaire du pouvoir, de la renommée et de la richesse.
Je suis coupable de guerre quand je pense que pour convaincre, il vaut mieux la force que la raison.
Je suis coupable de guerre quand je pense que le pays où un homme est né doit être nécessairement le lieu où il doit vivre.
Je suis coupable de guerre quand je crois que ma conception de Dieu est celle que les autres doivent accepter".
Ralph Maxwell LEWIS (1904-1987)
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