... E CONTINUA...

Los Domingos de la Voz, Domingo, 9 de Junho de 2002                             p. 15

YA NADIE QUIERE SER ULTRADERECHISTA

El mosaico de grupos que en Galicia podrían ser considerados de extrema derecha tienen algo en común: ninguno se autodefine como extrema derecha. Los en teoría herederos del franquismo reniegan de este pasado y grupos como La Falange, Democracia Nacional o colectivos galleguistas nacional-socialistas renuncian a etiquetas "trasnochadas".

Pablo González

(Texto íntegro pendente de transcribir)

 

   Arenga volve a aparecer num jornal espanhol editado no nosso país, neste casso é “La voz de Galicia” do Domingo 9 de Junho de 2002, numha reportagem do “jornalista” Pablo González. Nesta ocasiom temos que significar que o Sr. González puxo-se em contacto com nós para sondar a nossa posiçom política, ao qual acedemos mediante entrevista escrita enviada por correio-e, e que reproduzimos ao final deste comentário.

   Devemos dizer que ao contrário de outras vezes que Arenga têm sido objectivo dos jornais espanhóis editados no país, nas quais pouco menos que o jornalista de turno fai um exercício de ficçom literária, nesta, o Sr. González ajusta-se ao que nós lhe respondemos, chegando a utilizar as nossas próprias palavras ainda que por questons de espaço dumha maneira parcial.

   O erro do Sr. González vem à hora da contextualizaçom  do nosso colectivo, assim como na sua opiniom particular que deixa entrever nos seus comentários ao tratar-nos.

   O contexto é um especial em “Los domingos de la voz” dedicado à comemoraçom das primeiras eleiçons “democráticas” (?), trás a morte do ditador Francisco Franco, no seu 25 aniversário. E dentro deste especial, Arenga mostra-se na reportagem do Sr. González titulada “Ya nadie quiere ser ultraderechista”. Coma companheiros de barco neste absurdo contexto, o tal “jornalista” pom-nos aos representantes no nosso país do mais ráncio colonialismo espanhol: “Falange española / La falange” e “Democracia nacional”. Ao parecer para este Sr. González, os netos dos renegados e traidores que assassinarom a Antom Vilar Ponte som os nossos companheiros de viagem. Isto é demasiado para nós, supera o surrealismo, e somente pode ser fruto da ignoráncia e falta de sensibilidade intelectual dum autodenominado jornalista que semelha nom querer entender aquilo que se lhe explica com palavras e estruturas gramaticais singelas. Que classe de cuasi-marxistas liberais analfabetos estão-se a criar na faculdade de jornalismo?

   Tenho-lhe que dizer, Sr. González, que há mais pontos em comum entre você e a banda de marxistas liberais de “La voz de Galicia” com esse espanholismo de “botijo y plaza de toros”, que entre nós, os nacionalistas, e eles. Polo que é evidente para qualquer espectador, ambos os dous professam a fé anti-galega, uns na prática diária publicando um jornal numha língua estrangeira no nosso país, e outros na teórica de aquilo de “España unidad de destino universal”. Outro ponto que os achega é a apologia do regime usurocrata, bem seja usurocracia por designaçom divina (lembremos que o primeiro grande império colonial usureiro é o instaurado polos reis católicos, do que falangistas e democratas nacionais fam-se herdeiros. Nada de império de inspiraçom divina, somente império do ouro e a explotaçom), ou usurocracia marxista liberal materializada na partitocracia plutocrata que você cinicamente chama democracia.

   Imos agora coas opinions particulares que o Sr. González verte sobre Arenga:

1) Este senhor qualifica-nos de “curiosidad”. Supomos que esta mesma consideraçom é a que lhe transmite todo o nacionalismo galego histórico, um acidente na história da Galiza colonizada, que de vez em quando da gloriosos exemplos de renascimento, como no casso da “Geraçom Nós”, e que para desgraça dos renegados e traidores nom acaba de se deixar colonizar, coma nunca acabou de se romanizar ou cristianizar. O que você nom vê, e que Galiza, no fundo, cada vez mais no fundo, segue a ser bárbara, e isso é o espírito que a mantém viva, o espírito dos Celtas Antigos que diria Pondal. A chamada do sangue que nos recebemos, e a mesma chamada que os nossos precursores nacionalistas receberam.

2) Logo chama-nos “nacionalistas radicales” (?). E nós perguntamos, que é ser radical? Si amar a Pátria com toda a alma é ser radical, é dizer, amar a nossa raça, a nossa língua, a nossa cultura popular, a nossa tradiçom, a nossa paisagem..., logo sim somos radicais.

3) Por último a sinalar, cabe dizer que o Sr. González semelha topar umha contradiçom entre a nossa percepçom do feito racial e o nosso desprecio da violência, cousa que transmite no seu texto. Evidentemente isto nom se baseia em feitos objectivos, como nom se baseia em feitos objectivos e científicos o suposto extermínio de vários milhons de judeus em campos de concentraçom alemães. Aqui os únicos que exercem a violência e a repressom som vocês, os democratas, por que nom nos fala da persecuçom a qual som submetidos os revisionistas históricos? Explique você como falar de “suposto extermínio” na França ou na Alemanha leva-o ao cárcere, ou a ser agredido por toda classe de seitas judias ou forças parapoliciais da esquerda. Desde quando a história é um dogma?, desde quando um juízo como o de Nüremberg, onde o bando vencedor é juiz e parte, criando-se novas leis com aplicaçom retroactiva, têm as mínimas garantias para os inculpados?.

   Mas sigamos a falar da violência democrata, o aborto, o genocídio dos no natos, cantos milhões de seres humanos levam assassinados, as suas democracias, no ventre das suas mais?

   Mas nom paremos, sigamos com as suas guerras democratas, as agressons a Líbia, Irak, Jugoslávia, Afeganistão...todo seja em nome da fé democrática.

   A suas democracias prostituem a milhões de mulheres no mundo, já sejam da Europa do leste, do sudeste asiático, das Filipinas, de África ou América latina, moitas ainda sem deixar de ser simples nenas pequenas, mais tudo seja pola sua nova civilizaçom...Sejam também sacrificados o deus Consumo e Produçom ilimitada os milhões de raparigos e raparigas que trabalham no terceiro mundo para manter a sua usurocracia, e também essa pessoa que cada quatro segundos morre no mundo de fame...

   Ante isto, têm você o cinismo de falar-nos de violência?          

Afonso Pardo da Oca (Revista Arenga).